Além de estudar (e muito), o candidato também deve ter o cuidado de não se descurar em outras atividades. Percebo que muitos alunos apenas estudam (e como estudam!), mas têm dificuldades de entender as perguntas ou respondê-las. Nas linhas abaixo, tentarei descrever pequenos detalhes que me ajudaram bastante.

 

Realize as provas anteriores, ainda que sejam compostas por outras bancas examinadoras. Simule o tempo real de prova. Se o tempo for de cinco horas, reserve este período contínuo em um sábado pela manhã para tentar resolver as questões apenas com o uso do material permitido pelo edital. Após é que você irá procurar tentar descobrir aquilo que não soube responder.

 

Letra bonita é essencial. Pense na pessoa que estiver lendo. É consideração com ela. Treine caligrafia. E evite também a rasura na resposta, que a enfeia. Afinal, todos gostam do belo.

 

Dependendo do concurso, vale a pena se inscrever nos últimos dias. É bastante comum que a prova oral seja realizada levando em consideração a ordem de inscrição dos candidatos. Assim, aquele que se inscreveu nos últimos dias poderá assistir as provas dos seus adversários antes que faça a sua. Na véspera da prova, não altere a sua rotina. Tente dormir o suficiente. Não inove na sua alimentação. Tente ter o mínimo de descanso e resguardo para o dia seguinte. Para atingir um objetivo, você precisa se respeitar e não se sabotar.

 

Se for possível levar alimentos, seja moderado e leve apenas água, barras de cereais e alguns biscoitos. Durante a prova você terá coisa mais importante para se preocupar do que com a fome. Mas, lembre-se que o início da prova pode demorar. Me recordo de uma prova que o candidato tinha que estar no local às oito horas da manhã para que só então os portões fossem fechados. Aí seria sorteado o ponto e depois a prova seria impressa, em um procedimento que levava em torno de quatro horas, fora as cinco subseqüentes para realizá-la. Haja fome!

 

A prova escrita preliminar normalmente tem muitas questões e pouco tempo para resposta. O ideal é já ter a noção de tempo em razão da realização das provas anteriores como exercício. Concentre-se no texto. Leia com calma para perceber a real intenção do examinador ou se tem alguma “maldade”. A leitura rápida é terrível e pode te levar a confundir, por exemplo, “desistência do recurso” com “desistência da ação”, o que gera um tratamento completamente distinto.

 

Vá para a prova com o edital do concurso, com os pontos, se isso for permitido. É que se o candidato sabe que foi sorteado o ponto nº 3, que trata, por exemplo, de recursos, isso já o afasta de tentar abordar outro tipo de matéria em sua resposta.

 

Nas respostas, cite dispositivos legais ou verbetes sumulares, pois os números se destacam dentro daquele universo de letras. Além disso, o examinador tem que ter um critério de aferição e, usualmente, o que consta no texto normativo ou em súmula pode ser um relativamente seguro, pois, se essa não for a resposta, o candidato tem um critério relativamente seguro para postular a nulidade da questão.

 

Nas provas específicas, conta muito o português e a forma de desenvolvimento do texto. Faça o seu com introdução, desenvolvimento e conclusão. Use frases curtas, que prendem a atenção do leitor/examinador.

 

Assista (e anote as perguntas) da prova oral. Caso haja repetência de pontos sorteados, o candidato já terá em mãos algumas possíveis perguntas que poderão ser realizadas.

 

Faça um curso de oratória se for realizar uma prova oral, exceto se já tiver experiência em falar em público. É um investimento caro, mas que vale a pena, ao menos psicologicamente. É que, se no dia do exame oral, algo não estiver correndo bem, é possível que o candidato tente se sabotar, por reconhecer que não fez tudo o que podia ao seu alcance para atingir a meta.